Skolors e a diversidade!

Gostei. a Skol mandou bem neste vídeo.

A marca de cervejas lançou uma edição limitada de latinhas de 5 tons diferentes. A ideia é celebrar a grande diversidade de tons de pele das pessoas. (no vídeo falam diversidade, mas o enfoque do texto é diversidade de cores). E pela ideia ser no Brasil atual, fez eles ganharem pontos comigo. Ações como esta nunca são demais, não é?

Nós brasileiros sempre estamos falando da diversidade, da inclusão de pessoas afro descendentes em todas as atividades, direitos, ações, da vida cotidiana da sociedade brasileira que por razões históricas ainda não é uma realidade. Já falei sobre isso no post do dia da consciência negra.

Como curiosa que sou, fui consultar o site do IBGE para saber que parte da população é negra ou mestiça. Acabei encontrando um estudo muito bem escrito e interessante: Características Étnico-raciais da População – Classificações e Identidades, e parei num parágrafo que descreve algo que vejo claramente há muito tempo:

“Toda percepção é uma percepção informada

Porque toda percepção é uma percepção orientada e informada, o que uma pessoa vê, enxerga e integra como figura perceptiva, por exemplo, não é, simplesmente, a imagem óptica que se forma na retina, mas o produto de uma seleção dos componentes desta a partir de um arcabouço mental configurado pelos seus conhecimentos, suas ideias, sua ideologia, crenças, conceitos e, fundamentalmente, seus preconceitos.”

Segundo o IBGE, mais da metade da população brasileira é negra ou mestiça. O que faz com que sejamos de muitas cores diferentes. Esse fato é uma fonte de riqueza cultural, social, humana, porém, por percepções equivocadas de uma sociedade conduzida de forma não muito, digamos, bonita, faz com que AINDA exista preconceito com relação aos afro descendentes.

A história brasileira da colonização começou com erros, os negros foram arrancados das suas terras, das suas gentes, levados ao Brasil e misturados com etnias diferentes para que não se entendessem e no fim, séculos depois, os afro descendentes e os mestiços AINDA são marginalizados.

Muitos agentes da sociedade estão fazendo um pouco para que isso acabe, ou, quem sabe, diminua: os meios, o governo, pouco se olharmos a necessidade atual, mas muito se pensarmos que pelo menos existe, e a população também.

Se cada um de nós começar a ver o mundo tentando se pôr no lugar do outro, quem sabe construiremos uma melhor sociedade para nós mesmos, livre de preconceitos. Cada vez que comparamos, usamos a ideia pré-concebida, portanto, o preconceito.

Vamos abrir um pouco nossas mentes? Vamos “sair do nosso quadrado”?

De novo, Skol mandou bem. Aqui vai o texto que aparece na descrição do vídeo:

Skolors.
Uma edição especial de latas nas cores da nossa pele.

A cor da moda são todas.
A nossa pele, uma só.
Não importa o seu gênero, sua cor, sua classe social, somos todos feitos da mesma coisa.
Somos todos pessoas.
A mesma pele com diferentes tonalidades.
Somos essa diversidade de contrastes e texturas.
Somos um só e vários ao mesmo tempo.
Somos únicos e somos essa mistura de tudo.
É essa a proposta do nosso projeto.
É explorar a beleza dessa diversidade em todos os sentidos.
É brindar às nossas diferenças.
Não importa sua pele, não importa a cor da lata, a essência é única e é de todos.
Faça um brinde à diversidade.

Skol. Redondo é sair do seu quadrado.

#PraCegoVer: Vídeo com imagens de pessoas de diversas cores, tipos e idades. São cenas de brindes, pessoas dançando, se divertindo com uma edição limitada de latas da Skol das cores das peles das pessoas. Skol. Redondo é sair do seu quadrado no #Skolors.


Negritude

Outra ação muito interessante organizada pelas professoras Glaucia Grohs e Mariana Kmaid Levy da Casa do Brasil em Madri no ano passado foi a Gazeta da Casa que falava sobre negritude abordando temas como:

  • Projeto Humanae
  • a identidade afro no Brasil
  • racismo
  • dados estatísticos
  • engenhos
  • quilombos
  • Geledés
  • feministas negras brasileiras
  • a Globeleza
  • sistemas de cotas
  • ensino da história africana
  • a África na língua portuguesa
  • Lisboa
  • Cabo Verde
  • Macau
  • Cinema “negro”
  • A que horas ela volta
  • música
  • futebol
  • comida

Clique para baixar a sua Gazeta da Casa.

Abaixo, um vídeo da fotógrafa brasileira Angelica Daas sobre as cores de pele. Um projeto que ela diz “work in progress”… não tem fim nunca…


Quanto menos entendemos, mais julgamos

Existe maneira melhor de terminar este post do que com um trecho de um livro E se Obama fosse africano? do Mia Couto? Aqui vai o link, publicado recentemente pela Nara Ribeiro na Revista Pazes.

 

Como diz a Angelica no vídeo, ainda temos que lutar muito para acabar com a discriminação.

Mãos à obra, meus caros!

 

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Sobre Cristina Pacino
Nascida em São Paulo, residente em Madri. Relações Públicas por decisão. Professora de Idiomas por vocação e mestrado. Paixão por ensinar, vivo para aprender. Quero contribuir para uma sociedade com mais opiniões próprias, ideias originais e criatividade. Acredito que aprender um novo idioma é gerar oportunidades de experimentar a vida sob outras perspectivas. Fundamental: aprender, adaptar-se e mudar. Sigo as palavras de Cora Coralina: "Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina."

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