Outra visão, outras palavras

casinha

Ele queria vender sua casa, mas não sabia como fazer um anúncio, já que tal casa não tinha nada de especial: era pequena, ficava isolada no alto do morro, tinha um arbusto bem ao lado da janela do quarto e o sol batia insistentemente a tarde toda na sala. Era super incômoda e quente, para dizer a verdade.

Então, pediu que um amigo o ajudasse a redigir o anúncio. O amigo foi visitar a casa e logo escreveu: vende-se casa pequena e aconchegante no alto da colina, com vistas das janelas do quarto protegidas pelas árvores onde cantam os pássaros de manhã, e a luz do sol invade a sala à tarde com sua terna luz. Ideal para tomar um chazinho, seja com um livro na mão ou batendo papo.

O dono da casa agradeceu pelo texto e se despediram.

Semanas depois se encontraram e o amigo perguntou: “Como é, conseguiu vender a casa?” O dono lhe respondeu: “Está louco? Depois que você me mostrou as maravilhas que tenho, não me desfaço dessa casa por nada!”

Muitas vezes é o que acontece na nossa vida cotidiana, temos tesouros e não sabemos o seu valor. Quando alguém vem de fora, seja de outra cidade, de outro país ou mesmo só com outro ponto de vista, e nos mostra as coisas boas ao nosso redor, ficamos perplexos, perguntando-nos como não percebemos o que estava aqui mesmo, na nossa frente, o tempo todo.

Depois, nos acostumamos e entramos na rotina, que nos engole com seu sistema perfeito, e vamos seguindo o ritmo, sem nos darmos ao luxo sequer de ouvir os pássaros ou ver o céu. Que desperdício de tempo!

Com esse espírito compartilho o depoimento sensível, poético e verdadeiro da Tünde, uma húngara que mora em São Paulo e que nos faz ver a cidade com outros olhos.

Conferimos?

 

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Sobre Cristina Pacino
Nascida em São Paulo, residente em Madri. Relações Públicas por decisão. Professora de Idiomas por vocação e mestrado. Paixão por ensinar, vivo para aprender. Quero contribuir para uma sociedade com mais opiniões próprias, ideias originais e criatividade. Acredito que aprender um novo idioma é gerar oportunidades de experimentar a vida sob outras perspectivas. Fundamental: aprender, adaptar-se e mudar. Sigo as palavras de Cora Coralina: "Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina."

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