Sir Ken Robinson, uma inspiração para aprender

Este texto foi publicado em vídeo no meu canal de ensino de espanhol no YouTube.

¡Muy buenas! ¿Qué tal? Eu sou a Cris Pacino, direto de Madrid, e hoje eu venho falar do SIR KEN ROBINSON, que foi um educador britânico que faleceu semana passada.

Todo mundo que trabalha com educação já ouviu falar do Ken Robinson alguma vez. Seja na faculdade, seja entre amigos, seja vendo palestras, enfim…

Ele foi um grande educador, ele trabalhou para o Ministério da Educação, ele foi responsável pelo Comitê Nacional Sobre Educação Criativa e Cultura do Ministério da Educação britânico. Ele foi condecorado como Sir pela rainha Elizabeth em 2003 por causa da contribuição que ele deu na hora de incorporar as aulas de arte no currículo escolar. Ele foi importante… bom, como eu conheci o Ken Robinson?

Eu fiz um MÁSTER EN FORMACIÓN DE PROFESORES em 2010, de 2010 para 2011, e o professor Paco Cruz foi o grande introdutor desse fenômeno na minha vida. Por que fenômeno?

Bom, na época a gente estudava, a gente já tinha aulas on-line, através de uma plataforma, o ensino era misto, a gente aprendia algumas coisas através da plataforma, e a gente tinha aulas presenciais. Mas o Ken Robinson ele veio, e ele tem alguns insights, algumas ideias, que são aquelas coisas que a gente conversa na sala de aula, todos os dias entre professores, mas ninguém foi lá e falou “na chincha”. Uma das coisas que ele fala, da visão educativa dele, é que “a criatividade ela deve ser tão importante na educação quanto a própria alfabetização em si”.

Ele tem um vídeo muito, muito famoso, que é assim, “As escolas matam a criatividade”. Esse vídeo é de 2006, e sinceramente é uma pena que eu não tinha visto isso antes de eu fazer o máster, porque esse vídeo tem muito sentido, principalmente pra mim, que eu sou uma pessoa muito agitada, eu não sou uma pessoa que consegue ficar 5h sentada em uma cadeira trabalhando, eu sou uma pessoa que precisa se movimentar para pensar, e é uma das coisas que ele fala nos vídeos dele, tá?

Então eu estou aqui com a Wikipédia aberta, aí eu vou ler algumas coisinhas que ele disse, que são coisas que ele defende, ele fala por exemplo que “o sistema de avaliação escolar não é justo”, estou lendo em espanhol, eu vou traduzir, tá bom? Ele diz por exemplo, que “as crianças têm uma capacidade para inovar, e uns talentos extraordinários, que são desperdiçados”.

Ele fala que “as crianças têm medo de se equivocar, se elas têm medo de se equivocar, vão deixar de experimentar, e vão deixar de tentar fazer as coisas”. Então, não é só falando da criança, do ensino da criança, mas também do desenvolvimento da pessoa que aprende. Porque nós temos muitas capacidades diferentes, nós temos inteligências múltiplas, ele cita também o Howard Gardner em um livro dele.

Ele tem um livro que se chama O ELEMENTO, que é muito, muito interessante também. Não é para professores, é para qualquer pessoa. Ele cita as inteligências emocionais, as inteligências múltiplas que nós temos, do Howard Gardner, que ele fala que são a linguística, musical, matemática, espacial, cinestésica, interpessoal, intrapessoal, que eu dou no meu curso também, no meu curso fechado eu falo sobre isso, sobre as inteligência múltiplas.

E ele fala também nesse livro, uma coisa muito interessante que é assim: a gente tem aptidão, mas para gente ter uma aptidão, se não tenho uma paixão por aquilo que a gente faz, a aptidão é uma coisa intrínseca, né?

Cada um tem uma aptidão, e a paixão, se a gente não desenvolve, não adianta nada a gente ter aptidão para fazer alguma coisa, se a gente não desenvolve, se a gente não tem essa paixão. E ele fala que atitude é uma coisa que cada um tem a sua própria atitude, que depende de você ir lá com constância, com esforço de fazer aquilo que você quer fazer pra conseguir algum objetivo.

Ele fala também das oportunidades. Muitas vezes as pessoas não têm oportunidades de estudar, não têm oportunidade de criar, mas se você está vendo esse vídeo, é porque você tem internet. Então, no mínimo você tem uma oportunidade de ter um buscador, onde você vai buscar as informações e vai dizer: ah, essa informação eu posso buscar em uma fonte fiável, eu posso estudar por aqui.

Tem muito, muito material gratuito na internet, começando pelo meu material, que eu distribuo, eu divulgo muitas coisas que você pode estudar espanhol, e falar sobre educação também, tá?

Educação é uma coisa que está aqui todos os dias, e a inspiração é o que vai fazer você se desenvolver, é uma das coisas que ele fala no livro também. E o tempo, o tempo passa rápido quando a gente está fazendo alguma coisa que a gente gosta, e isso eu falo muito no meu curso, eu falo muito para as pessoas que estudam espanhol, se você está fazendo uma coisa, você vai empurrando com a barriga, você vai fazendo porque tem que fazer, vai ser chato, vai ser desagradável.

Agora, se você faz uma coisa que você gosta, se você se apaixona pelo idioma, e fala “ah, eu vou conhecer mais”, você vai com aquele olhar curioso, e vai se impressionando cada vez que você estuda, aí fica mais gostoso, e você vai ver que o tempo passa super rápido. Por isso que eu não digo para as pessoas “estudem uma hora todos os dias”. Não! Estude um pouquinho, aí esse pouquinho se se transformar em um “poucão”, ok! Significa que está rendendo, que está gostoso estudar. E não colocar um relógio e falar assim “olha, eu vou estudar uma hora”. Não! Isso é chato.

E ele fala também das capacidades e das competências das pessoas. Nesse vídeo da inteligência “As escolas matam a criatividade”, ele cita uma coreógrafa muito importante.

Ele conta a história, que nos anos 30, essa coreógrafa, ela foi levada pelos pais ao diretor da escola, ao psicólogo e diretor da escola, e a mãe falava “ela não está indo bem, e tal”, então eles saíram da sala e deixaram a criança sozinha, um momentinho na sala, e o diretor ligou o rádio, e quando ele ligou o rádio, a criança começou a bater o pezinho, e O DIRETOR* disse, sabe o que sua filha é? Ela não é uma má aluna, ela é uma dançarina. Coloque ela em uma escola de dança.

Essa dançarina (Gillian Lynne), ela é a coreógrafa do CATS, e do FANTASMA DA ÓPERA. Ou seja, ela foi uma das coreógrafas e bailarinas britânicas mais famosas do mundo.

Ela teve sorte. Por quê? Porque naquela época não se falava de déficit de atenção, ou transtorno de hiperatividade, não tinha esse nome, não tinha essa nomenclatura. Mas hoje nós temos, nós temos classificações. E ela poderia ter sido medicada, e não desenvolver aquela capacidade, aquela aptidão que ela tinha.

Então muitas vezes a nossa criatividade ela é minada, porque vem alguém e aponta o dedo e fala assim: “você não pode, você não é bom nisso”. Às vezes nós mesmos falamos pra gente “ai, meu sotaque não é legal, eu não vou aprender, eu estou muito velho para aprender idiomas”. Gente, pára com isso.

Pegue sua criatividade e desenvolva. Como? Fazendo coisas diferentes, não é que você precise sair por aí e começar a pintar agora, sem ter o mínimo de conhecimento. Não! Em vez de você pegar aquele mesmo caminho todos os dias, atravesse a rua, faça um caminho diferente, saia um pouquinho mais cedo, saia um pouco mais cedo pra ir àquele lugar que você vai todos os dias, saia um pouquinho mais cedo pra ir… por exemplo, você está na quarentena, troque a máscara, use uma máscara diferente, sabe?

Veja coisas diferentes. Para quê? Para sua criatividade ser estimulada, aí você vai ver aquilo que você gosta, você vai ver como que as coisas vão sair bem. E não, você não vai dizer para você mesmo, para você mesma “eu não posso”.

Tudo isso eu estou dizendo, baseando-me em todas as palestras que eu vi do Ken Robinson, ele era um gênio.

Então assim, ele faleceu na semana passada, e ele deixou tanta coisa interessante, tanta coisa importante para a gente ver, que eu gostaria de compartilhar com você, tá bom?

Todas as palestras dele do TED (Technology, Entertainment, Design) elas têm legenda em português, têm legenda em espanhol também, tá bom?

Então, era esse o meu recado, eu espero que seja útil pra você, espero que você goste e deixe nos comentários se você conhecia. E depois que você conhecer, o que você achou dele, tá bom? Eu vou ficando por aqui. ¡Un saludo y hasta pronto!

Sobre Cristina Pacino
Nascida em São Paulo, residente em Madri. Relações Públicas por decisão. Professora de Idiomas por vocação e mestrado. Paixão por ensinar, vivo para aprender. Quero contribuir para uma sociedade com mais opiniões próprias, ideias originais e criatividade. Acredito que aprender um novo idioma é gerar oportunidades de experimentar a vida sob outras perspectivas. Fundamental: aprender, adaptar-se e mudar. Sigo as palavras de Cora Coralina: "Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina."

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