Fechando uma década

Poderia começar o post dizendo “uau, que rápido passou este ano!”, mas não vai ser assim.

Prefiro: uau, que animal foi esta década!

Animal no sentido de ser sensacional, extraordinária, espetacular!

Símbolo em muitas estradas espanholas

2008/2009 – A crise econômica veio “braba”, amigos foram embora para lugares como França, Brasil, Inglaterra, Estados Unidos… qualquer país era melhor que a Espanha. Resistimos. Aqui seguimos.

Finisterre, Coruña, um dos meus lugares preferidos da Espanha

No final de 2009 mudei de casa, e fui passar o Ano Novo no Brasil. Na volta, decidi pedir demissão depois de uma longa negociação e fui me formar como professora de inglês. Obtive o CELTA, saí do escritório e da produção de conferências e migrei para aquela ideia – temporariamente estacionada – que tinha quando cheguei aqui: ser professora. Fui estudar. Estudei. Primeiro, professora de inglês. Depois de português. Depois de espanhol. Na verdade exerço tudo junto, só vai um pouco por épocas e dia da semana.

Neve no Parque do Retiro, Madrid

Fiquei sem mãe. Tentei ser mãe. Não deu certo. Passei mal. Chorei. Melhorei. Sorri. Continuo aqui constante, exercendo a maternidade todos os dias, cuidando, alimentando, dando atenção, querendo que cada uma das minhas crias, conhecidas como alunos, andem por si sós depois de um tempo de apoio e orientação. Mesmo eles indo embora, continuo aqui recebendo uma que outra mensagem de vez em quando. Essas lembranças são a memória do coração, chamada gratidão.

Conheci alguns países, fui trabalhar 2 vezes no continente africano (Angola e Libéria), viajei muito de van, e ainda tenho muito para conhecer deste mundo, usei aparelho nos dentes por 3 anos, aprendi francês, entrei para o BLPM, entrei e saí da APLEPES

Almoço com 1 amigo + seus 2 filhos em O Cebreiro, Galícia.

Nem sei a quantos eventos e formações fui, quanto aprendi e continuo aprendendo de mkt e agora mkt digital, educação nos seus mais diversos ramos (neuroeducação, educomunicação, Educação a Distância EaD, e uma longa lista de etc.). Conheci o Chomsky, o Krashen, o Punset, o Krystal, além de dezenas de professores interessantíssimos… que sorte a minha!!!

Ensinando “Como dar aulas online”

Fiz amigas queridas e especiais que nem imaginava, e também me distanciei de pessoas que não precisava estar perto. Ganhei muito. Só perdi mesmo foi a vergonha de dizer o que me incomoda. Hoje sou mais “então, tudo pode ser dito, só depende como”. Conheci a CNV – Comunicação Não Violenta.

Aprendi a querer mais a mim mesma. E ainda falta um bom caminho para me querer do jeito que eu quero. Tamo junto, mana.

Amei de verdade o grande homem da minha vida, que tenho certeza que vou continuar amando por muitos e muitos anos.

Reforcei ainda mais o laço de amor e fraternal com a minha grande e generosa irmã.

Aprendi que tenho o meu lugar. E isso me tranquiliza.

Fiz 40.

Agora fecho o ano e a década de cabeça no Curso de Espanhol para brasileiros, por isso estou me dedicando menos a este blog, e vou dar um toque para vocês conhecerem o que estou fazendo nos diferentes canais, Instagram, Facebook, Youtube e no meu site.

Isto não significa que o Aqui se fala português esteja abandonado. Ainda estou aqui, hein? Mais ativa no Facebook, é verdade. Mas em breve com vídeos novos para o Youtube e conteúdo no Instagram.

Espero que 2019 tenha sido um bom ano e que todos os seus objetivos tenham sido alcançados. Mesmo que o objetivo tenha sido plantar uma semente, que será regada, adubada, posta ao sol ou à luz, cuidada de perto, para que cresça firme e dê bons frutos nesse novo ciclo.

Aprendi algo muito, muito importante: a vida está acontecendo agora. Não deixe nada pra depois. Eu já comecei.

MUITO OBRIGADA a cada um de vocês que ajuda a que este blog continue a ser uma ferramenta a mais de difusão da cultura brasileira com seus diversos recursos.

Opine, escreva, curta, concorde, discorde, cadastre-se para se atualizar. O blog só tem sentido com você aí do outro lado.

Um grande abraço, Feliz Natal e Feliz 2020!

Cris Pacino

Esta sou eu na virada da década

Sobre Cristina Pacino
Nascida em São Paulo, residente em Madri. Relações Públicas por decisão. Professora de Idiomas por vocação e mestrado. Paixão por ensinar, vivo para aprender. Quero contribuir para uma sociedade com mais opiniões próprias, ideias originais e criatividade. Acredito que aprender um novo idioma é gerar oportunidades de experimentar a vida sob outras perspectivas. Fundamental: aprender, adaptar-se e mudar. Sigo as palavras de Cora Coralina: "Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina."

Pode me responder que eu gosto!

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