Não vivo sem o meu whatsapp…

O WhatsApp foi criado em 2009, não sei bem dizer se a necessidade do serviço surgiu ou se o mercado criou a necessidade. O que sim sei é que conheço pouquíssimas pessoas que não têm smartphone e o aplicativo instalado.

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Quando você pensa em WhatsApp, qual a primeira coisa que vem à cabeça?

Imediatez, rapidez, disponibilidade… que bom! Eu arrisco dizer que hoje o WhatsApp é para as mensagens instantâneas o que o Google é para a internet. Quero saber de fulano? Mando um whatsapp… quero que fulano me lembre do que falamos ontem à noite no bar, mando um whatsapp…

Isso, claro, sabendo que a pessoa vai responder no momento, afinal, não custa nada, é rapidinho e ele tem WhatsApp… o-ou… peraí, um momento… mas e se… só por levantar uma hipótese, e se a pessoa estiver ocupada, não tiver bateria no celular, estiver dirigindo, estiver no metrô e sem cobertura, e se ela estiver dormindo, mesmo sendo 4 da tarde (existem profissionais que dormem nos horários mais estranhos)? E se… a pessoa não quiser responder a mensagem naquele instante?

Como assim não quiser responder? Então por que tem WhatsApp? Esse chato, antissocial, metido a besta, está dando uma de difícil… (mais alguma sugestão? – sem ofender a mãe da pessoa)

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Essa introdução é só para mostrar como o “é pra já” está nos deixando mais exigentes, impacientes, digo até intolerantes. Queremos tudo para agora mesmo. E não nos importam os motivos do outro, queremos imediatamente e ponto.

Observe: como as pessoas ficam inquietas esperando o elevador, na fila, no caixa, na faixa de pedestres…

Tudo bem porque afinal “tempo é dinheiro”, e estamos aqui para ser produtivos, por mais que olhemos nosso celular a cada 2 minutos para ver se tem algum WhatsApp novo ou se o que mandei tem double check, agora azul…

Lanço a pregunta: precisamos mesmo estar disponíveis 24 horas? O mundo vai acabar se você não ler/responder imediatamente?

Desde que o aplicativo incorporou o double check, para que o remetente da mensagem veja se o receptor não só a recebeu, mas a leu, não só mandamos a mensagem, mas nos interessa e nos importa se o outro a leu. Estamos paranóicos.

O WhatsApp mudou a maneira de nos comunicarmos. Cada um o faz do seu jeito, porque não existem regras escritas de como usar o aplicativo, nem normas de cortesia. Cada um usa como quer ou pode.

Lembram deste vídeo? Acho que nunca foi tão atual…

 

Entretanto, há algumas tendências de comportamento que costumam se repetir com a maioria dos usuários. Confira se você já passou por algum deles:

  • Indescifrável – você recebeu uma mensagem e não tem a mínima ideia do que quer dizer. Você lê coisas do tipo i aí, kd vc? Ond c tá? Tamu nu xopin. Bjus. J Duvida de que realmente era pra você, quando descobre que existe uma linguagem que é bastante comum na net e em aplicativos. Chama-se Miguxeis. Calma, tem dicionário pra nos ajudar…
  • Poucas palavras – depois de ficar 1 hora no trânsito e sem bateria no celular (esqueceu o carregador em casa, claro) você chega ao trabalho, carrega o danado e descobre 23 mensagens no WhatsApp. Uau, que legal! Quando vai ver é aquele seu amigo contando qualquer coisa em múltiplas mensagens, cada uma com 3 palavras e 5 emoticons.

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  • Corrente – celular carregado, todas as mensagens lidas, você o deixa de lado, mas ele apita avisando que chegou 1 mensagem. Agora é sua tia, que mandou uma corrente… pois é, lembra das correntes? Não há mídia imune a essa maravilha criada pelo ser humano. Sabe como é, eu não acredito nessas coisas, mas é melhor passar pra frente, por via das dúvidas.
  • Vigia – então o WhatsApp decide que eu posso saber que o destinatário recebeu e leu a minha mensagem. Ótimo. Até que o contrário acontece. Fulano sabe que você leu sua mensagem, mas ainda não respondeu. Ele começa a mandar várias mensagens, insistentemente para que você tome uma atitude… Daí entra em estados psicológicos sujeitos a estudos.
  • Horário, que horário? – você deixa o celular 24h por dia ligado (vai que acontece qualquer coisa de madrugada e alguém precisa falar contigo). Aí recebe uma mensagem às 2 da manhã, lê, aparece o double check do outro lado, você ignora, a pessoa insiste, você lê de novo, e assim até 4 vezes, quando já bravo, você decide silenciar o aparelho para poder dormir. Na manhã seguinte, bingo: não ouviu o despertador por ter deixado o telefone em silêncio. E de quebra (ainda por cima, como se não fosse suficiente) chega atrasado no escritório.
  • Momento oportuno – você está super concentrado terminando um relatório e o telefone apita. Chegou uma mensagem e você decide que terminar a tarefa é prioridade. Depois de 2 eternos minutos a curiosidade é mais forte que você… já sem conseguir se concentrar de novo no trabalho, você pega o celular e aliviado olha a mensagem. Descobre que seu amigo vai tomar cerveja na sexta e você está convidado. Não pode faltar. Lá se foi o seu relatório, a concentração, e a única coisa importante na sua vida é a cerveja na sexta…

Fechando com chave de ouro, mais uma genialidade do Porta dos Fundos:

Depois de tudo isso quero deixar claro que sou usuária de WhatsApp, e a única coisa que eu faços conscientemente é esperar um pouco para ver as mensagens, e para respondê-las. Principalmente durante as aulas, as mensagens são totalmente ignoradas.

E você, como usa o WhatsApp?

Sobre Cristina Pacino
Nascida em São Paulo, residente em Madri. Relações Públicas por decisão. Professora de Idiomas por vocação e mestrado. Paixão por ensinar, vivo para aprender. Quero contribuir para uma sociedade com mais opiniões próprias, ideias originais e criatividade. Acredito que aprender um novo idioma é gerar oportunidades de experimentar a vida sob outras perspectivas. Fundamental: aprender, adaptar-se e mudar. Sigo as palavras de Cora Coralina: "Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina."

Pode me responder que eu gosto!

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