I Jogos Mundiais dos Povos Indígenas

Desde 1996 o Brasil vem organizando organiza os Jogos dos Povos Indígenas, que em 2013 teve sua 12ª (décima segunda) edição.

Em 2015, precisamente de 23 a 31 de outubro a cidade de Palma, capital do Tocantins, será a sede da primeira edição dos I Jogos Mundiais dos Povos Indígenas.

São 23 etnias brasileiras, além de diversas etnias de outros 22 países, que mostrarão sua cultura através desse evento esportivo.

índios Kuikuros, do Mato Grosso

Todas as etnias foram selecionadas pelo Comitê Intertribal Memória e Ciência Indígena (ITC), que vem usando como critério, desde as edições nacionais, a conservação dos costumes de cada etnia, o idioma, as crenças, os ritos, as pinturas corporais, a música e os esportes tradicionais dos povos.

No Brasil, a seleçao das etnias leva em conta os biomas nacionais: a caatinga, o cerrado, a mata atlântica, a floresta amazônica, os pampas e o pantanal. Como critérios, os indígenas precisam ser originários de suas aldeias, falar sua língua e conhecer sua cultura.

Haverá 3 modalidades de jogos:

  • DE INTEGRAÇÃO – esportes tradicionais praticados pela maioria dos povos indígenas brasileiros.
  • DE DEMONSTRAÇÃO – que têm o caráter de demonstração e são particulares de cada povo, praticados e disputados por integrantes da própria etnia. O objetivo é incentivar o resgate às práticas tradicionais.
  • OCIDENTAIS – O esporte mais popular do mundo, o futebol, também é apreciado pelos indígenas, que vão se apresentar nas categorias feminina e masculina.

 

Além dos jogos haverá outros espaços para que os visitantes conheçam mais das culturas presentes:

  • Oca da Sabedoria – um espaço especial para acolher as representações indígenas, promovendo uma arena de debates, reflexões, intercâmbios culturais, mostras artesanais e interação. Haverá debates, fóruns, workshops, palestras com personalidades, intelectuais e atletas. Além de apresentações artístico-culturais: filmes, mostras, teatro, danças típicas e outras atividades que tratem da temática indígena e de suas transversalidades.

  • Aldeia Okara – uma aldeia indígena em tamanho real projetada segundo seus princípios.
  • Oca digital – espaço com computadores e acesso livre à internet somente para os indígenas, com minicursos, workshops e conversas interativas voltadas à área de tecnologia, inovação e criatividade com foco na inclusão digital e assuntos interculturais.
  • Feira das Artes Indígenas – espaço para demonstrar, divulgar, fortalecer e comercializar o artesanato indígena.
  • Feira da agricultura familiar indígena – Espaço destinado à comercialização, troca e apresentação de alimentos in natura, orgânicos e sustentáveis oriundos de terras indígenas. O objetivo é promover esses produtos, gerando uma nova consciência ambiental, baseada na valorização da agricultura indígena, influenciando as novas gerações e a criação de políticas públicas voltadas para esta área. Haverá o estímulo de troca de sementes tradicionais entre os povos indígenas participantes.
  • Arena green – onde serão celebrados os jogos e demonstrações.

Fora o Brasil, os outros países participantes são:

Argentina, Bolívia, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Estados Unidos, Filipinas, Finlândia, Gambia, Guatemala, Guiana Francesa, México, Mongólia, Nicarágua, Nova Zelândia, Panamá, Paquistão, Paraguai, Peru, Rússia e Uruguai.

índios Xavantes – Mato Grosso

Confira um documentários genial sobre alguns costumes e o projeto, com imagens de edições anteriores dos jogos do Brasil.

 

Importante salientar que enquanto se celebram os jogos,  TODOS os povos indígenas no Brasil estão carentes de ajudas do governo, dos donos de terras e das empresas de alimentos, que estão reduzindo cada vez mais os direitos dos indígenas, suas aldeias e suas culturas. A situação é preocupante.

Ah, e também seguir os jogos pelo canal do Youtube.

 

 

Glossário:

Bioma – Cada um dos grandes meios ou das grandes e estáveis comunidades de organismos do planeta, como o oceano, a floresta, a pradaria, o conjunto de águas doces, etc.

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Sobre Cristina Pacino
Nascida em São Paulo, residente em Madri. Relações Públicas por decisão. Professora de Idiomas por vocação e mestrado. Paixão por ensinar, vivo para aprender. Quero contribuir para uma sociedade com mais opiniões próprias, ideias originais e criatividade. Acredito que aprender um novo idioma é gerar oportunidades de experimentar a vida sob outras perspectivas. Fundamental: aprender, adaptar-se e mudar. Sigo as palavras de Cora Coralina: "Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina."

2 Responses to I Jogos Mundiais dos Povos Indígenas

  1. Apinoticias says:

    Vai entender… de un lado organizan juegos pintorescos y folcloristas, y de otro condenan poblaciones al ostracismo: https://www.youtube.com/watch?v=WasVFayrEXY

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