O Facebook e nosso comportamento nas redes sociais

 

Há poucas horas o Mark Zuckerberg subiu no Vimeo uma apresentação onde falou que o Facebook vai ter a opção de “não curtir” (POR), dislike (ING), ou no me gusta (ESP).

Já viu: os 800 milhões de usuários não poderão mais conviver em harmonia!!!

 

 

facebook-dislike-button

Mentira. O criador da rede disse outra coisa, bem distinta.

 

 

 

 

 

Ele disse que o objetivo da sua rede é que as pessoas sejam capazes de expressar e gerar empatia, e justamente esse botão causaria causaria conflitos, rupturas, ciberbullying, e sua intenção está longe disso.

Que não se “qualifique” as opiniões e posts como positivos ou negativos, mas que possamos compartilhar momentos do dia, já que nem sempre estamos numa boa fase, e que os demais leiam e expressem que lhes importa e que estamos conectados de alguma maneira. Que estamos juntos.

Confira o vídeo:

 

Mas, então, por que os veículos divulgam essa informação errônea? E por que nós, simples mortais, usuários das redes, a propagamos como se fosse verdade?

Porque não lemos. Porque acreditamos que tudo o que está na net é fato verídico. E reproduzimos o que vemos. Concorda, caro leitor?

Digo em plural e me incluo, porque também reenvio mensagens das que não contrastei a fonte e veracidade.

Faço uma leitura muito subjetiva do nosso comportamento nas redes: estamos tão acostumados ao imediato, que nem nos preocupamos em ver a informação em contexto, em nos aprofundarmos mais para compreender o que chega até nós, ver quem está escrevendo, quais são os objetivos dessa pessoa ou organização, enfim, qual é a sua.

Como você tem lido suas redes? E como você tem respondido ao que lê, vê, ouve? A cada dia que passa com mais critério, tenho certeza. Eu, pelo menos, estou me esforçando para ir nessa onda.

 

Glossário:

Estamos juntos: significa que se pode contar com a pessoa com a qual estamos falando. Ex.: muitos civis alemães fizeram passeata para que os refugiados vissem que estão juntos nesse momento tão difícil.

Qual é a sua: significa saber qual é a sua posição, opinião sobre determinado assunto. Pode-se usar como frase afirmativa ou interrogativa. Não se usa na negativa. Ex.: A Claudia está em dúvida qual é a do Paulo sobre política, pois ele está sempre em cima do muro.

Ir na onda/ estar na onda: onda neste caso é forma de pensar, tendência, direção, corrente de pensamento. Ex.: Agora muitos homens vão na onda da barba comprida e coque.

Sobre Cristina Pacino
Nascida em São Paulo, residente em Madri. Relações Públicas por decisão. Professora de Idiomas por vocação e mestrado. Paixão por ensinar, vivo para aprender. Quero contribuir para uma sociedade com mais opiniões próprias, ideias originais e criatividade. Acredito que aprender um novo idioma é gerar oportunidades de experimentar a vida sob outras perspectivas. Fundamental: aprender, adaptar-se e mudar. Sigo as palavras de Cora Coralina: "Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina."

Pode me responder que eu gosto!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: