Estar refugiado é uma circunstância (II)

E o que isso tem a ver com os refugiados no mundo?

 

Mesmo que haja uma Declaração Universal dos Direitos Humanos, há dezenas de países onde esses direitos não são respeitados. Por motivos diversos como guerras, ou abusos dos direitos humanos como ideologia política, crença religiosa, falta de liberdade de expressão, ou seja, a crise humanitária, milhares de pessoas têm que deixar seus países de origem para poder viver.

Procuram uma nova chance de recomeçar e refazer suas vidas. Como é inerente ao ser humano: querer viver em paz.

Exemplo: imagine que você quer seguir determinada religião porque se identifica com ela mas não pode porque estão lhe vigiando, controlando o que você pensa, sua comunicação, seus passos? Há pessoas que se submetem por medo de morrer (sim, é difícil de acreditar), ou por medo de ataques a familiares, porém há outras que fogem, se arriscam sós ou com algum coletivo e há outras pedem ajuda formalmente a outros países.

Segundo dados da ACNUR – Agência da ONU para os Refugiados – no mundo hoje há mais de 50 milhões de refugiados.

No dia 20 de junho, Dia Mundial do Refugiado, pessoas normais que passam por situações fora do normal, a Acnur celebra a força e resiliência dessas pessoas valentes que se viram forçadas a fugir de seus lares.

 

Situação no Brasil

 

refugiados 5Jornal da Cultura – refugiados no Brasil 

No Brasil, a maioria dos refugiados são originários da Síria (23% do total), seguido pela Colômbia, Angola e República Democrática do Congo. Há ainda estrangeiros vindos do Líbano, da Palestina, Libéria, do Iraque, da Bolívia e de Serra Leoa. (Fonte Conare).

A maioria dos pedidos foi apresentada em São Paulo (36%), no Acre (16%), Rio Grande do Sul (11%) e Paraná (7,5%). São Paulo é o estado que abriga mais solicitantes de refúgio (3.809), e a capital paulista é a cidade com maior população de refugiados (3.276), vindos principalmente da Nigéria, República Democrática do Congo, do Líbano e de Gana, pela orden. (Fonte Conare).

Aqui entrevista com dados de 2011 para comparação da evolução do panorama e entrevista sobre pesquisa federal 2013 para saber seu perfil.

De acordo com a Voz do Brasil, programa de rádio do Governo Federal, a cifra total de refugiados no Brasil cresceu de 150 pessoas em 2010 para 2032 pessoas em 2014. No total são 7289 pessoas de 81 países que têm permissão para viver no Brasil. São números surpreendentes para um país que esteve à margem dessa realidade mundial até pouco tempo.

Como fonte de consulta até 2013, este site tem algumas informações interessantes

Em 1997, FHC decretou a Lei Brasileira de Refúgio 9.474 de 22 de julho, e com ela criou o Comitê Nacional para os Refugiados – CONARE e estipulou condições e termos para os refugiados no Brasil. Uma delas é que “um estrangeiro que entra no país com documento falso nao fica impedido de pedir refúgio”.

A ACNUR no Brasil conta com mais de 30 organizações e doadores particulares, além de parcerias com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPIR) e a Secretaria de Políticas para as Mulheres  (ambas com status de ministério e ligadas à Presidência da República) e com os ministérios da Saúde, Educação, Trabalho e Emprego, e Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

Um belo exemplo

 

ATADOS, ADUS e BIBLIASPA estão trabalhando para vencer as barreiras mais comuns aos refugiados: o idioma, o preconceito, validação dos estudos.

A partir da Copa do Mundo dos Refugiados , feita em junho de 2014, se juntaram em outra iniciativa simplesmente genial: Abraço Cultural, que oferece cursos de idiomas com refugiados. Uma grande oportunidade para todos. Quem aprende tem contato com aspectos culturais direto da fonte e quem dá aulas se sente útil, compartilha conhecimento, é reconhecido e identificado como parte da comunidade onde se integra.

Se você tiver mais informações sobre refugiados no Brasil, se conhecer alguém que queira contar sua estória, entre em contato com a gente. Estamos abertos a ouvir e contar.

 

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Refugiados em São Paulo

 

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Adaptação de filhos de refugiados no Brasil

  

 

Algumas referências sobre o tema:

Sobre Cristina Pacino
Nascida em São Paulo, residente em Madri. Relações Públicas por decisão. Professora de Idiomas por vocação e mestrado. Paixão por ensinar, vivo para aprender. Quero contribuir para uma sociedade com mais opiniões próprias, ideias originais e criatividade. Acredito que aprender um novo idioma é gerar oportunidades de experimentar a vida sob outras perspectivas. Fundamental: aprender, adaptar-se e mudar. Sigo as palavras de Cora Coralina: "Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina."

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